Presidenta diz, sem rodeios, que Brasil precisa ficar livre de barreiras comerciais erguidas pelos EUA. Americano também não promete apoio ao País na ONU
Obama chegou de manhã à Brasília, onde foi recebido por Dilma no Palácio do Planalto. Em vários momentos, os dois mantinham várias conversas fora dos microfones, e o clima entre eles parecia de entrosamento antigo. Longe das câmeras, assinaram 10 tratados bilaterais.
No discurso, porém, Dilma deixou claro que “se queremos construir uma relação de maior profundidade, é preciso também, com a mesma franqueza, tratar de nossas contradições”, e imediatamente mencionou o aspecto comercial.
“Somos um País que se esforça por sair de anos de baixo densenvolvimento. Por isso, buscamos relações comerciais mais justas e equilibradas. Para nós, é fundamental que sejam rompidas as barreiras que se erguem contra nossos produtos — etanol, carne bovina, algodão, suco de laranja, aço, por exemplo”, disse a presidenta, mencionando produtos brasileiros que os EUA sobretaxam e que ficam caros para serem comprados por americanos.
Demonstrando estar muito bem informado sobre a história do Brasil, Obama deu sinais do quanto tem interesse pelo País. Ele lembrou a transição da ditadura para a democracia e chegou a mencionar a biografia da presidenta:
“O crescimento extraordinário do Brasil tem chamado a atenção do mundo todo graças ao sacrifício de pessoas, como a presidenta Rousseff.”
E riu de si mesmo ao manifestar a intenção de seu país de ajudar na preparação do Brasil para receber a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Quando começou a falar do assunto, levou a mão ao peito, disse “isso ainda me dói” e riu, olhando para Dilma, que também riu. O americano falava da derrota de Chicago (seu berço político) para o Rio de Janeiro na disputa para ser sede da Copa.
Foi daqui que Obama anunciou que EUA invadiriam a Líbia
A visita de Obama ganhou ainda mais atenção do mundo inteiro porque foi daqui, ontem, que o presidente americano anunciou que já havia ordenado para suas forças armadas atacarem as tropas de Muammar Kadhafi na Líbia.
Obama explicou, em Brasília, a jornalistas americanos, que autorizou uma “ação militar limitada” na Líbia, sem a presença de tropas terrestres e até que o coronel Muammar Khadafi acate a resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU.
Obama destacou, porém, que não enviará tropas ao solo líbio. Na mesma entrevista, justificou em tom ameaçador a decisão de participar da operação internacional para deter o regime líbio nos ataques contra rebeldes e a população civil. “Os atos têm consequência”, disparou. Segundo ele, mesmo após declarar um cessar-fogo, Kadhafi continuou bombardeando civis e opositores.
As declarações de Obama ocorreram em momentos em que aviões franceses efetuaram disparos para deter a ofensiva contra os rebeldes em Benghazi, a Leste da Líbia.
Sobre a vontade do Brasil de ter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, em seu discurso, Obama se limitou a dizer que os “Estados Unidos continuarão trabalhando com o Brasil e outras nações em reformas no órgão.
Na declaração conjunta dos presidentes por escrito, ele disse que os EUA têm “apreço” pela aspiração do Brasil pela vaga. Em seu discurso, Dilma defendeu a “ampliação” do Conselho de Segurança da ONU, como base para uma “reforma fundamental” da “governança global”.
Demonstrando estar muito bem informado sobre a história do Brasil, Obama deu sinais do quanto tem interesse pelo País. Ele lembrou a transição da ditadura para a democracia e chegou a mencionar a biografia da presidenta:
“O crescimento extraordinário do Brasil tem chamado a atenção do mundo todo graças ao sacrifício de pessoas, como a presidenta Rousseff.”
E riu de si mesmo ao manifestar a intenção de seu país de ajudar na preparação do Brasil para receber a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Quando começou a falar do assunto, levou a mão ao peito, disse “isso ainda me dói” e riu, olhando para Dilma, que também riu. O americano falava da derrota de Chicago (seu berço político) para o Rio de Janeiro na disputa para ser sede da Copa.
Foi daqui que Obama anunciou que EUA invadiriam a Líbia
A visita de Obama ganhou ainda mais atenção do mundo inteiro porque foi daqui, ontem, que o presidente americano anunciou que já havia ordenado para suas forças armadas atacarem as tropas de Muammar Kadhafi na Líbia.
Obama destacou, porém, que não enviará tropas ao solo líbio. Na mesma entrevista, justificou em tom ameaçador a decisão de participar da operação internacional para deter o regime líbio nos ataques contra rebeldes e a população civil. “Os atos têm consequência”, disparou. Segundo ele, mesmo após declarar um cessar-fogo, Kadhafi continuou bombardeando civis e opositores.
As declarações de Obama ocorreram em momentos em que aviões franceses efetuaram disparos para deter a ofensiva contra os rebeldes em Benghazi, a Leste da Líbia.
Sobre a vontade do Brasil de ter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, em seu discurso, Obama se limitou a dizer que os “Estados Unidos continuarão trabalhando com o Brasil e outras nações em reformas no órgão.
Na declaração conjunta dos presidentes por escrito, ele disse que os EUA têm “apreço” pela aspiração do Brasil pela vaga. Em seu discurso, Dilma defendeu a “ampliação” do Conselho de Segurança da ONU, como base para uma “reforma fundamental” da “governança global”.
O presidente americano, Barack Obama, e a colega brasileira, Dilma Rousseff, assinaram ao todo, ontem e Brasília, 10 tratados bilaterais. Confira alguns detalhes sobre eles:
BIOCOMBUSTÍVEIS
Como Brasil e EUA são os dois principais produtores de biocombustíveis do mundo, um dos entendimentos assinados ontem tem como objetivo facilitar o desenvolvimento e a produção para combustíveis do gênero para aviões. O documento viabiliza, por exemplo, parcerias entre os setores públicos e privados para chegar a esse objetivo.
COPA E OLIMPÍADAS
Outro tratado assinado pelos chefes de estado ontem abre caminho para a ajuda que os EUA darão ao Brasil na organização da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016. O documento prevê visitas de planejamento a cidades que sediaram eventos semelhantes, consultas entre governantes e promoção de parcerias público-privadas em apoio aos preparativos. Num discurso, Obama disse que tem interesse em fornecer a construção de infra-estrutura para os eventos.
ESPAÇO
O acordo mais curioso da lista estabelece novas regras para a cooperação dos dois países na exploração do espaço, como o reconhecimento de agências e termos técnicos .
INTERCÂMBIO
Uma das medidas facilitará o intercâmbio de pesquisadores e cientistas brasileiras com colegas americanos envovlvidos com o estudo da biodiversidade. O acordo visa “aprofundar” a cooperação acadêmica entre os Estados Unidos e o Brasil, e envolve cientistas envolvidos com a Capes e com sua equivalente americana.
BIOCOMBUSTÍVEIS
Como Brasil e EUA são os dois principais produtores de biocombustíveis do mundo, um dos entendimentos assinados ontem tem como objetivo facilitar o desenvolvimento e a produção para combustíveis do gênero para aviões. O documento viabiliza, por exemplo, parcerias entre os setores públicos e privados para chegar a esse objetivo.
COPA E OLIMPÍADAS
ESPAÇO
O acordo mais curioso da lista estabelece novas regras para a cooperação dos dois países na exploração do espaço, como o reconhecimento de agências e termos técnicos .
INTERCÂMBIO
Uma das medidas facilitará o intercâmbio de pesquisadores e cientistas brasileiras com colegas americanos envovlvidos com o estudo da biodiversidade. O acordo visa “aprofundar” a cooperação acadêmica entre os Estados Unidos e o Brasil, e envolve cientistas envolvidos com a Capes e com sua equivalente americana.

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